BRASILEIRO
Os candidatos na eleição do Peru, o esquerdista “Anta, O Mala, o presidento”, e a direitista “Fugimóri, a presidenta” terão discurso semelhante. O Mala vai rever licenças ambientais da usina Inambari, tocada pela Eletrobrás. Keiko vai brigar com a Votorantin pelo aproveitamento dos resíduos de exploração do Zinco: o “Índio metálico”, elemento pouco conhecido usado em telas de LCD.
Anta já está sendo assessorado por dois marketeiros da campanha da nossa “presidenta” que quer agora internacionalizar estatais: Eletrobrás e “Correios & Telégrafos”; BNDES ajudando a turbinar empresas do governo.
No final da campanha entra em cena a figura mítica do nosso EX, explicando, com seu inegável poder de comunicação com as massas, como se faz para ganhar eleições:
“Não é bem assim, companheiros indígenas. Ninguém vai explorar os simpáticos índios e índias peruanos, nada não: podem tirar o “seu chapéu” para o companheiro Mala que é gente fina. Depois de ganha eleição, vamos mudar as coisas pra que tudo permaneça como está, do mesmo jeito que aconteceu no Brasil com o Pré-sal e Belo Monte (referência a Tancredi da obra “Leopardo”, de Tomaso de Lampeduza). Nós somos bonzinhos, o que vamos fazer é substituir o imperialismo americano por um imperialismo mais humano. Depois nós devolvemos tudo como fizemos com o companheiro Evo, com o companheiro Rafael Correa e com o companheiro bispo.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
GÁS: INSUMO PARA COGERAÇÃO
Entretanto, em lugar de contar com as expectativas do Pré-sal --cuja distribuição de royalties sequer foi apreciada pelo novo congresso – há uma alternativa modesta muito mais promissora na utilização do gás que não requer grandes investimentos.
Até aqui há uma procura de mercado para o gás dos campos terrestres que está sendo queimado por falta de opções. Com a rede de gasodutos pronta, a procura é tão intensa que os papéis se inverteram: é o mercado que procura pelo gás dos campos terrestres e do Pós-sal. Mas, esta é uma tendência acontecendo em todo mundo, não um fenômeno exclusivo do Brasil.
"Fornos a arco podem reduzir consumo de carvão fóssil em siderúrgicas" (Carajás). Único exemplo de cogeração a partir de hidroelétricas desocupadas.
Não há impedimentos legais e os atrativos econômicos são grandes. A maior dificuldade é a cultura estabelecida no governo, reguladores, concessionárias e consumidores segundo a qual apenas a geração centralizada com longas linhas de transmissão consegue, com sua escala de produção, produzir energia de baixo custo.
Hoje, há várias oportunidades de geração distribuída mais eficazes que as alternativas centralizadas, mas é preciso lutar contra as dificuldades e as normas que dificultam ou impedem sua realização. É preciso, também, informar os consumidores sobre as oportunidades abertas pelo novo modelo de exploração do setor elétrico.
Até aqui há uma procura de mercado para o gás dos campos terrestres que está sendo queimado por falta de opções. Com a rede de gasodutos pronta, a procura é tão intensa que os papéis se inverteram: é o mercado que procura pelo gás dos campos terrestres e do Pós-sal. Mas, esta é uma tendência acontecendo em todo mundo, não um fenômeno exclusivo do Brasil.
"Fornos a arco podem reduzir consumo de carvão fóssil em siderúrgicas" (Carajás). Único exemplo de cogeração a partir de hidroelétricas desocupadas.
Não há impedimentos legais e os atrativos econômicos são grandes. A maior dificuldade é a cultura estabelecida no governo, reguladores, concessionárias e consumidores segundo a qual apenas a geração centralizada com longas linhas de transmissão consegue, com sua escala de produção, produzir energia de baixo custo.
Hoje, há várias oportunidades de geração distribuída mais eficazes que as alternativas centralizadas, mas é preciso lutar contra as dificuldades e as normas que dificultam ou impedem sua realização. É preciso, também, informar os consumidores sobre as oportunidades abertas pelo novo modelo de exploração do setor elétrico.
O ELEFANTE BRANCO
ÁLCOOL COMO COMBUSTÍVEL
O Álcool foi um bom substituto da gasolina enquanto o país não produzia petróleo. Hoje, a produção de etanol vem perdendo a concorrência para outros combustíveis, especialmente o anidro, mais caro do que a gasolina.
Estados Unidos produz etanol de milho em condições precárias, graças a generosos subsídios. Mas, é uma um tipo de agroindústria tão ou mais arcaica do que a brasileira, que só um país altamente capitalizado consegue suportar. Lá, também fazem “besteiras”. Não é uma particularidade exclusiva dos brasileiros.
Entretanto, não faz sentido desmontar uma indústria arcaica que custou tanto imposto ao contribuinte brasileiro. Permanece como reserva estratégica dos “engenhos de cana de açúcar”. Ou, na melhor das hipóteses, sua tecnologia pode ser exportada para países mais pobres da áfrica. A América Latina já passou por isso e todo mundo conhece o resultado: veja Cuba.
O ELEFANTE BRANCO
A usina de açúcar pertence à mesma categoria de usinas nucleares, hidroelétricas, eólicas, usinas de biomassa, etc. nas quais o combustível é barato ou quase gratuito. Pouco intensivas em mão de obra, todas têm baixo custo operacional.
-- Nucleares utilizam quilos de urânio enriquecido, praticamente inesgotável
-- Nas grandes hidroelétricas e eólicas, água e vento são gratuitos
-- Bagaço de cana tem as próprias usinas como único mercado. É um péssimo combustível que torna lenta a extração de água. Um mal necessário, tanto quanto a água contida na cana, mas que são inevitáveis pela própria natureza do processo.
Mas, requerem grande capital para a sua construção, sobre o qual incide juros que constituem a maior parcela do custo final.
O Álcool foi um bom substituto da gasolina enquanto o país não produzia petróleo. Hoje, a produção de etanol vem perdendo a concorrência para outros combustíveis, especialmente o anidro, mais caro do que a gasolina.
Estados Unidos produz etanol de milho em condições precárias, graças a generosos subsídios. Mas, é uma um tipo de agroindústria tão ou mais arcaica do que a brasileira, que só um país altamente capitalizado consegue suportar. Lá, também fazem “besteiras”. Não é uma particularidade exclusiva dos brasileiros.
Entretanto, não faz sentido desmontar uma indústria arcaica que custou tanto imposto ao contribuinte brasileiro. Permanece como reserva estratégica dos “engenhos de cana de açúcar”. Ou, na melhor das hipóteses, sua tecnologia pode ser exportada para países mais pobres da áfrica. A América Latina já passou por isso e todo mundo conhece o resultado: veja Cuba.
O ELEFANTE BRANCO
A usina de açúcar pertence à mesma categoria de usinas nucleares, hidroelétricas, eólicas, usinas de biomassa, etc. nas quais o combustível é barato ou quase gratuito. Pouco intensivas em mão de obra, todas têm baixo custo operacional.
-- Nucleares utilizam quilos de urânio enriquecido, praticamente inesgotável
-- Nas grandes hidroelétricas e eólicas, água e vento são gratuitos
-- Bagaço de cana tem as próprias usinas como único mercado. É um péssimo combustível que torna lenta a extração de água. Um mal necessário, tanto quanto a água contida na cana, mas que são inevitáveis pela própria natureza do processo.
Mas, requerem grande capital para a sua construção, sobre o qual incide juros que constituem a maior parcela do custo final.
GÁS; O “PRESENTE” DO FUTURO.
Gás como subproduto
A alternativa promissora está mais no presente do gás natural e das fontes renováveis exóticas do que na produção de petróleo propriamente dito e das grandes hidroelétricas.
Grandes descobertas nos últimos dez anos tornaram o gás natural a alternativa mais promissora de energia para os próximos 40 anos devido a sua abundância e ao custo próximo de zero. Libera menos CO² do que carvão, gasolina (diesel) e até menos do que o etanol em que pese o sucesso do Proálcool.
Encontrado de forma dispersa (descentralizada), custa menos e é mais seguro transportar gas (energia potencial) do que energia elétrica.
Em calor de processo custa metade da eletricidade gasta em chuveiros mesmo incluindo custo de capital. E para acionamento de veículos é mais barato devido o alto preço da tarifa de energia elétrico: um feudo do governo.
É um subproduto da exploração de petróleo em área já licitada: terrestre e fora do Pré-sal.
ÁLCOOL: O FUTURO DO PRETÉRITO.
Mas, se é inevitável que o Brasil produza petróleo na próxima década, isto representa uma grande oportunidade para o país porque é o tipo de fonte primária em cuja utilização ocorrem os maiores desperdícios e onde uma política de economia no uso final tem as melhores chances de sucesso pela sua diversidade de alternativas. O Brasil já tem um sistema elétrico bastante otimizado. Todas as demais alternativas envolvem emprego de capital.
O que se pretende para um país em desenvolvimento, com escassez de recursos de capital?
-- Investir preciosos recursos em empreendimentos de grande porte da Amazônia ou utilizar gás em termoelétricas mais baratas?
O mesmo acontece com as usinas de álcool e açúcar. Não se pode prever até quando o açúcar e outras comodities continuarão em alta. Mas uma coisa é certa: chineses e indianos tem preferência pelos alimentos, uma necessidade mais vital do que o álcool para consumo de automóveis
A alternativa promissora está mais no presente do gás natural e das fontes renováveis exóticas do que na produção de petróleo propriamente dito e das grandes hidroelétricas.
Grandes descobertas nos últimos dez anos tornaram o gás natural a alternativa mais promissora de energia para os próximos 40 anos devido a sua abundância e ao custo próximo de zero. Libera menos CO² do que carvão, gasolina (diesel) e até menos do que o etanol em que pese o sucesso do Proálcool.
Encontrado de forma dispersa (descentralizada), custa menos e é mais seguro transportar gas (energia potencial) do que energia elétrica.
Em calor de processo custa metade da eletricidade gasta em chuveiros mesmo incluindo custo de capital. E para acionamento de veículos é mais barato devido o alto preço da tarifa de energia elétrico: um feudo do governo.
É um subproduto da exploração de petróleo em área já licitada: terrestre e fora do Pré-sal.
ÁLCOOL: O FUTURO DO PRETÉRITO.
Mas, se é inevitável que o Brasil produza petróleo na próxima década, isto representa uma grande oportunidade para o país porque é o tipo de fonte primária em cuja utilização ocorrem os maiores desperdícios e onde uma política de economia no uso final tem as melhores chances de sucesso pela sua diversidade de alternativas. O Brasil já tem um sistema elétrico bastante otimizado. Todas as demais alternativas envolvem emprego de capital.
O que se pretende para um país em desenvolvimento, com escassez de recursos de capital?
-- Investir preciosos recursos em empreendimentos de grande porte da Amazônia ou utilizar gás em termoelétricas mais baratas?
O mesmo acontece com as usinas de álcool e açúcar. Não se pode prever até quando o açúcar e outras comodities continuarão em alta. Mas uma coisa é certa: chineses e indianos tem preferência pelos alimentos, uma necessidade mais vital do que o álcool para consumo de automóveis
OURO NEGRO
Sobrevida do petróleo
Toda forma de energia, a ser utilizada em larga escala no mundo todo, passará de uma forma ou de outra, pela queima de algum combustível.
A recessão nos países industrializados trouxe de volta o fantasma da dura realidade: por algum tempo ainda 80% do consumo de energia continuará dependente do petróleo como fonte principal de suprimento:
-- 60% do consumo para aquecimento nos países de clima frio, sobretudo países industrializados.
-- 50% das necessidades de alimentação e transporte dos países em desenvolvimento onde o crescimento do consumo de energia é maior, justamente nas atividades mais consumidoras de energia. Nos países industrializados, ao contrário, o consumo de energia está estabilizado: crescimento do PIB com queda no consumo per cápita de energia.
A dependência de petróleo pode perdurar por algum tempo como conseqüência do acidente nas usinas japonesas que, apesar do encarecimento do custo de capital, constitui uma esperança para o futuro. Este fato leva a necessidade de mais petróleo para cobrir o déficit das usinas paralisadas.
Toda forma de energia, a ser utilizada em larga escala no mundo todo, passará de uma forma ou de outra, pela queima de algum combustível.
A recessão nos países industrializados trouxe de volta o fantasma da dura realidade: por algum tempo ainda 80% do consumo de energia continuará dependente do petróleo como fonte principal de suprimento:
-- 60% do consumo para aquecimento nos países de clima frio, sobretudo países industrializados.
-- 50% das necessidades de alimentação e transporte dos países em desenvolvimento onde o crescimento do consumo de energia é maior, justamente nas atividades mais consumidoras de energia. Nos países industrializados, ao contrário, o consumo de energia está estabilizado: crescimento do PIB com queda no consumo per cápita de energia.
A dependência de petróleo pode perdurar por algum tempo como conseqüência do acidente nas usinas japonesas que, apesar do encarecimento do custo de capital, constitui uma esperança para o futuro. Este fato leva a necessidade de mais petróleo para cobrir o déficit das usinas paralisadas.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
veículos e instalações
CUSTO DE CAPITAL
O transporte de 60% da água contida na cana é inevitável pela sua própria natureza, bem como de 30% do próprio bagaço, separado do caldo depois da moagem da cana.
Mas nada impede que extração da água contida no caldo – também inevitável -- seja acelerada pelo emprego de combustível mais eficiente.
Mas, em que pese o grande volume de água contido no caldo da cana, o processo de extração em si custa pouco em termos de combustível, porque utiliza como insumo o bagaço úmido de valor desprezível. O gasto de combustível, neste caso, é pequeno.
O bagaço é apenas um mal necessário. Nem oleiros o utilizam, mesmo que cedido gratuitamente a título de limpeza do terreno. Sua queima poderia ser substituída pela queima de combustível mais eficiente, ficando reservada sua utilização para outros fins mais úteis.
Se fosse utilizado um combustível de maior poder calorífico, como o gás, ou o álcool de sua própria fabricação, isto refletiria de modo positivo no custo final, permitindo instalações de menor porte, sobre as quais a incidência de juros é menor, especialmente no período ocioso da entressafra.
TRANSPORTE TERCEIRIZADO
No que concerne ao transporte de grandes volumes, poderiam ser utilizados caminhões a gás, ou o álcool, de maior consumo, mas, em contrapartida, de menor custo de capital.
Mesmo utilizando diesel subsidiado – caso da maioria da usinas -- caminhões próprios também permanecem ociosos na entressafra, incorrendo juros sobre o capital empatado.
Conquanto o custo de transportar cana em estado bruto seja 10 vezes maior do que o de transportar grãos, a incidência do custo do transporte do álcool contido na cana não chegaria a 10% do preço do álcool posto na usina.
De qualquer forma, este problema já foi resolvido com o transporte terceirizado.
O transporte de 60% da água contida na cana é inevitável pela sua própria natureza, bem como de 30% do próprio bagaço, separado do caldo depois da moagem da cana.
Mas nada impede que extração da água contida no caldo – também inevitável -- seja acelerada pelo emprego de combustível mais eficiente.
Mas, em que pese o grande volume de água contido no caldo da cana, o processo de extração em si custa pouco em termos de combustível, porque utiliza como insumo o bagaço úmido de valor desprezível. O gasto de combustível, neste caso, é pequeno.
O bagaço é apenas um mal necessário. Nem oleiros o utilizam, mesmo que cedido gratuitamente a título de limpeza do terreno. Sua queima poderia ser substituída pela queima de combustível mais eficiente, ficando reservada sua utilização para outros fins mais úteis.
Se fosse utilizado um combustível de maior poder calorífico, como o gás, ou o álcool de sua própria fabricação, isto refletiria de modo positivo no custo final, permitindo instalações de menor porte, sobre as quais a incidência de juros é menor, especialmente no período ocioso da entressafra.
TRANSPORTE TERCEIRIZADO
No que concerne ao transporte de grandes volumes, poderiam ser utilizados caminhões a gás, ou o álcool, de maior consumo, mas, em contrapartida, de menor custo de capital.
Mesmo utilizando diesel subsidiado – caso da maioria da usinas -- caminhões próprios também permanecem ociosos na entressafra, incorrendo juros sobre o capital empatado.
Conquanto o custo de transportar cana em estado bruto seja 10 vezes maior do que o de transportar grãos, a incidência do custo do transporte do álcool contido na cana não chegaria a 10% do preço do álcool posto na usina.
De qualquer forma, este problema já foi resolvido com o transporte terceirizado.
CUSTO OPERACIONAL
: combustível
Em que pese o aspecto anacrônico e o incômodo que causam nas estradas – por incrível que pareça – o custo operacional do transporte da cana em estado bruto ainda é pequeno, conquanto 10 vezes mais caro do que o transporte de grãos que deixam os resíduos na lavoura.
Um treminhão, por exemplo, transporta 30 toneladas, independente do fato de que esteja transportando 20 m³ de grãos ou 40 m³ cana. O custo é o mesmo, não importa que transporte 90% de água e bagaço e só 10% de álcool contido na cana.
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
Um treminhão que faz 2 km/litro de diesel gasta 1 Real por km rodado.
No percurso médio de 80 Km ao redor da usina, 40 km de ida e 40 de volta vazio, um treminhão consome 80 R$ de combustível transportando o equivalente a 3 toneladas de álcool contido em 30 toneladas de cana em estado bruto.
Custo/ton transportada num percurso de 80 Km:
Somente grãos....................80/30 ~= 2.7 R$
De álcool equivalente...........80/3 ~= 27,0 R$
Logo, a incidência do combustível gasto no preço final do álcool será aproximadamente de 2% (27/1400).
O custo de transportar o álcool contido na cana será 10 vezes maior, ou seja, 27 R$/ton, que representa incidência de cerca de 2% sobre o preço do álcool de 1400 R$/ton posto na usina. Mas, veículos – especialmente se forem próprios -- também têm custos de capital alem do consumo de combustível.
Em que pese o aspecto anacrônico e o incômodo que causam nas estradas – por incrível que pareça – o custo operacional do transporte da cana em estado bruto ainda é pequeno, conquanto 10 vezes mais caro do que o transporte de grãos que deixam os resíduos na lavoura.
Um treminhão, por exemplo, transporta 30 toneladas, independente do fato de que esteja transportando 20 m³ de grãos ou 40 m³ cana. O custo é o mesmo, não importa que transporte 90% de água e bagaço e só 10% de álcool contido na cana.
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL
Um treminhão que faz 2 km/litro de diesel gasta 1 Real por km rodado.
No percurso médio de 80 Km ao redor da usina, 40 km de ida e 40 de volta vazio, um treminhão consome 80 R$ de combustível transportando o equivalente a 3 toneladas de álcool contido em 30 toneladas de cana em estado bruto.
Custo/ton transportada num percurso de 80 Km:
Somente grãos....................80/30 ~= 2.7 R$
De álcool equivalente...........80/3 ~= 27,0 R$
Logo, a incidência do combustível gasto no preço final do álcool será aproximadamente de 2% (27/1400).
O custo de transportar o álcool contido na cana será 10 vezes maior, ou seja, 27 R$/ton, que representa incidência de cerca de 2% sobre o preço do álcool de 1400 R$/ton posto na usina. Mas, veículos – especialmente se forem próprios -- também têm custos de capital alem do consumo de combustível.
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