quinta-feira, 7 de abril de 2016

COMPETIR NÃO "E PRECISO"


TORNAR-SE IGUAL EXIGE ESFORÇO COMPETITIVO PARA DESENVOLVER IDÉIAS INOVADORAS. ENTRETANTO, A COOPERAÇÃO ATUAL E PASSADA É UM DESMENTIDO À CONVICÇÃO DE QUE SÓ A CONFRONTAÇÃO EGOÍSTA E VORAZ MOTIVA OS PAÍSES PARA A PRODUTIVIDADE. TORNANDO-SE ESPECIALISTA, TUDO AQUILO DE QUE UM PAÍS NECESSITA ENCONTRARÁ NO MERCADO, VENDENDO O SEU PRODUTO, ESPECIAL E ÚNICO, O QUAL SERÁ O COMPLEMENTO DE OUTROS. O MERCADO É NEUTRO: NÃO IMPÕE CONDIÇÕES. A IDA AO MERCADO É UMA DECISÃO INTERNA DE CADA UM.

SIMILARES COMPETEM


PARA HAVER COMPETIÇÃO É PRECISO HAVER SIMILARIDADE ENTRE ADVERSÁRIOS (PAÍSES INDUSTRIALIZADOS) E OBJETIVOS COINCIDENTES (VENDA DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS), FATO COMPROVADO PELA EXPERIÊNCIA DAS GUERRAS DESTRUTIVAS DO SÉCULO PASSADO EM BUSCA DE MERCADO PARA OS PAÍSES CONFLITANTES. A EXPERIÊNCIA MOSTRA TAMBEM A EXISTÊNCIA DE UNS POUCOS PAÍSES SIMILARES E UMA GRANDE QUANTIDADE DE PAÍSES DIFERENTES, O QUE QUER DIZER: GERALMENTE, EXISTEM MAIS FORMAS DE SER DIFERENTE DO QUE SEMELHANTE. A COMPETIÇÃO REALÇOU AS DIFERENÇAS. MAS, COMO PODEM OS PAÍSES SE TORNAR MAIS DIFERENTES AINDA? A RESPOSTA É SIMPLES: TORNANDO-SE ESPECIALISTAS. A ESPECIALIZAÇÃO DOS PAÍSES CERTAMENTE ACOMPANHARÁ A ESPECIALIZAÇÃO OCORRIDA ENTRE INDIVÍDUOS NO INTERIOR DE UMA SOCIEDADE, COMO BEM DEMONSTRA A EXPERIÊNCIA DE COOPERAÇÃO DOS PAÍSES INDUSTRIALIZADOS COM O LESTE ASIÁTICO. A EXTREMA ESPECIALIZAÇÃO TORNARÁ CADA PAÍS TÃO SINGULAR E ÚNICO QUE EM VEZ DA COMPETIÇÃO HAVERÁ COOPERAÇÃO. EM ALGUNS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO COMO O BRASIL, A COOPERAÇÃO OCORREU NA DÉCADA DE 50, NO SETOR AUTOMOTIVO. NOS DOIS CASOS CITADOS OS BENEFÍCIOS SÃO EVIDENTES PARA AMBOS OS PARTICIPANTES.

COMPLEMENTAÇÃO DAS APTIDÕES


COMPLEMENTAÇÃO DAS APTIDÕES A cooperação exige a complementação das aptidões de cada participante. Quanto mais diferentes, mais chance terá de se complementarem. O próprio contato entre países de crenças e ideologias treina-os para autonomia e cooperação e os predispõem para a aquisição de uma maior cultura, superior e universalizadora, sem que precisem abdicar de suas próprias. A variedade de países e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito, senão impossível. A cooperação é um estágio superior que permitirá a humanidade alcançar um nível maior de operacionalidade que foi privilégio de uns poucos grupos de elite. Mas, não é imprescindível que precisem abrir mão de sua cultura própria.

A TAL GLOBALIZAÇÃO


A TAL DE GLOBALIZAÇÃO Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. O sistema de produção não é mais constituído por uma cúpula restrita e uma imensa massa indiferenciada de países consumidores dos produtos de países industrializados do tempo subseqüente à revolução industrial. A diversidade de países não permite mais o antagonismo mortal das guerras de conquista. Núcleos familiares latifundiários e auto-suficientes explodiram diante da urbanização e industrialização crescentes, levando os países às mais variadas e estranhas composições, destruindo os interesses de pequenos grupos dominantes. Afastado o perigo das guerras destrutivas e da explosão populacional os países não necessitam mais ficar confinados dentro dos estreitos limites do nacionalismo e autossuficiência. COMPLEMENTAÇÃO DAS APTIDÕES

A EXTREMA ESPECIALIZAÇÃO


A EXTREMA ESPECIALIZAÇÃO A extrema especialização tornará cada país tão singular e único que em vez da competição haverá cooperação. Em alguns países em desenvolvimento como o Brasil, a cooperação ocorreu na década de 50, no setor automotivo. Nos dois casos citados os benefícios são evidentes para ambos os participantes. Tornar-se igual exige esforço competitivo para desenvolver idéias inovadoras. Entretanto, a cooperação atual e passada é um desmentido à convicção de que só a confrontação egoísta e voraz motiva os países para a produtividade. Tornando-se especialista, tudo aquilo de que um país necessita encontrará no mercado, vendendo o seu produto, especial e único, o qual será o complemento de outros. O mercado é neutro: não impõe condições. A ida ao mercado é uma decisão interna de cada um. A TAL DE GLOBALIZAÇÃO

ESPECIALIZAÇÃO & DIVERSIDADE


DIVERSIDADE A enorme diversidade dos países em desenvolvimento, cada um com suas especificidades, constitui o ingrediente básico para a cooperação espontânea, caminho natural dos novos rumos da globalização da economia. Assim como não é conveniente para os países Asiáticos a formação de blocos, tambem não interessa aos demais países em desenvolvimento. Os blocos interessam mais aos países semelhantes que desejam competir em lugar de cooperar. Para haver competição é preciso haver similaridade entre adversários (países industrializados) e objetivos coincidentes (venda de produtos tecnológicos), fato comprovado pela experiência das guerras destrutivas do século passado em busca de mercado para os países conflitantes. A experiência mostra tambem a existência de uns poucos países similares e uma grande quantidade de países diferentes, o que quer dizer: geralmente, existem mais formas de ser diferente do que semelhante. A competição realçou as diferenças. A EXTREMA ESPECIALIZAÇÃO

GLOBALIZAÇÃO A globalização não é uma estratégia imposta pelos países industrializados para continuar colonizando países em desenvolvimento. Pelo contrário, ocorreram espontaneamente a revelia dos governos dos países industrializados e a despeito das ideologias, crenças e religiões. A cooperação de empresas transnacionais com os países em desenvolvimento propiciou enormes benefícios para ambas as partes com o que os países em desenvolvimento puderam crescer mais. Nada vai impedir que países em desenvolvimento venham a cooper entre si, espontaneamente, na busca de suas alternativas mais promissoras, a exemplo do ocorrido no leste Asiático. Países em desenvolvimento já têm suas próprias empresas transnacionais, estatais ou não (Petrobrás, Vale, Gerdau, etc., para citar as mais próximas), aceitando o processo de globalização. DIVERSIDADE