terça-feira, 29 de dezembro de 2015

TERMELÉTRICAS COMPLENTA TÉMICAS A VAPOR


Não se trata mais de um sistema complementado por um punhado de hidroelétricas antigas a vapor, mas de um sistema hidrotérmico com forte presença de térmicas. Para que continuem existindo essas antigas térmicas a vapor de baixo rendimento precisam ser melhoradas para que continuem funcionando com maior rendimento do conjunto. Para tanto, basta que sejam acopladas à térmicas a gás de alto rendimento e que – acima de tudo – aproveite todo o calor dos gases para finalidades térmicas. O mesmo se pode dizer das novas térmicas a gás. Precisam estar combinadas à indústria que aproveite a energia dos gases de escape: cimenteiras, fábricas de papel e celulose, indústria cerâmica, etc. e não apenas queimar o combustível gás em “calor de processo”. Em regime normal, hidroelétricas só poderiam produzir 40 MWm (67% de 60 MWm) da energia e não 54 MWm (90% de 60MWmedios). Há aqui um excesso de 14MWmédios (54000 – 40000) gerados por hidroelelétricas ( ou 23% a mais). Sinal de que hidroelétricas funcionaram com vazões maiores do que sua vazão regularizada em 2012 por tempo prolongado.

FORTE PRESENÇA DE TÉRMICAS


Não se trata mais de um sistema complementado por um punhado de hidroelétricas antigas a vapor, mas de um sistema hidrotérmico com forte presença de térmicas. Para que continuem existindo essas antigas térmicas a vapor de baixo rendimento precisam ser melhoradas para que continuem funcionando com maior rendimento do conjunto. Para tanto, basta que sejam acopladas à térmicas a gás de alto rendimento e que – acima de tudo – aproveite todo o calor dos gases para finalidades térmicas. O mesmo se pode dizer das novas térmicas a gás. Precisam estar combinadas à indústria que aproveite a energia dos gases de escape: cimenteiras, fábricas de papel e celulose, indústria cerâmica, etc. e não apenas queimar o combustível gás em “calor de processo”. Em regime normal, hidroelétricas só poderiam produzir 40 MWm (67% de 60 MWm) da energia e não 54 MWm (90% de 60MWmedios). Há aqui um excesso de 14MWmédios (54000 – 40000) gerados por hidroelelétricas ( ou 23% a mais). Sinal de que hidroelétricas funcionaram com vazões maiores do que sua vazão regularizada em 2012 por tempo prolongado.

O FUTURO DAS TÉRMICAS EM SISTEMA HIDROTERMICO


"As hidrelétricas sozinhas já não dão conta de atender a demanda do país. Já usamos termelétricas para complementar a oferta, mas o que precisamos agora é buscar térmicas com custo de combustível barato para fazer com que gerem durante todo o tempo, como fazem as hidrelétricas" (Altino Ventura). Com o aumento da carga a inserção mais frequente de térmicas colocadas na base afasta hidroelétricas – agora em menores proporções – para a ponta, as quais produzem cada vez menos energia. Hidroelétricas em menor proporção geram cada vez menos energia e, consequentemente, menor dependência dos reservatórios para manter a pequena vazão para firmar as hidroelétricas. O SIN se torna mais seguro com a garantia efetiva das térmicas, porem mais cara a energia pelo elevado custo das térmicas. Este é o preço que temos de pagar por termos um sistema ainda fortemente hidroelétrico. Não existe sistema invulnerável a riscos. Qualquer um que pense seriamente sobre o assunto acha este é um fim desejado. Isto é um absurdo. Benefícios da modicidade têm de ser confrontados com os custos da segurança. Todos nós pagaremos por isto: não há mais ninguém para pagar. Não se trata de uma questão ideológica: faça chuva ou faça sol esta é a imprevisibilidade da natureza. Encham ou não os reservatórios, um dia o sistema será térmico como já é marcante nos países industrializados.

TÉRMICAS O ANO TODO


Térmicas funcionando o ano todo vai permitir que parte da energia potencial economizada em reservatórios seja utilizada para o aumento de capacidade instalada e o restante para economizar combustível. São dois propósitos combinados: Energético: economia de combustível nas térmicas existentes. Potencial: incremento da capacidade instalada pela a adição de mais unidades nas hidroelétricas existentes. Esta combinação de propósitos – corriqueira nos países com predominância de térmicas – só veio ocorrer tardiamente no Sistema Elétrico Brasileiro, depois do choque no preço do petróleo importado. À semelhança das usinas de fio d’água da Amazônia – que também são projetadas com baixos fatores de capacidade – as antigas usinas hidroelétricas vão ter de passar por um processo de repotenciação e modernização.

TÉRMICAS PERMANENTES


A manutenção de térmicas ligadas – por segurança –durante o ano todo é o primeiro passo para a permanência definitiva, uma vez que serão ligadas antecipadamente – também por medida de segurança – como conjecturavam alguns setores. Isto mostra a repetição do processo nos anos subsequentes, isto é: a utilização permanente de térmicas na base do sistema. “O acionamento das UTE durante todo o ano de 2013 indica que o novo paradigma hidrotérmico veio para ficar, o que exigirá um esforço muito grande da política e do planejamento energético, que terá que alterar práticas, ações, métodos e modelos computacionais”. Nivalde de Castro.

USINAS TÉRMICAS: UMA QUESTÃO DE CONTEXTO


. Usinas térmicas já foram mais baratas do que hidroelétricas no passado. “A quantidade de geração térmica necessária para que a complementação se dê de forma econômica é função, além do preço dos combustíveis, da disponibilidade da energia secundária do sistema, que será, no futuro, um dos pontos cruciais das regras de comercialização” (Altino Ventura). Depende da época em que usinas térmicas foram construídas. Num contexto de preços baixos dos combustíveis, países industrializados já tinham predominância, isto é, térmicas que já eram mais baratas do que hidroelétricas se tornaram predominantes. Mas, nada impediu que voltassem a construir reservatórios para fins múltiplos (TVA nos Estados Unidos e Ligação Rio Volga ao Rio Don, na antiga URSS). Recentemente a construção da usina de 3 Gargantas pela China.

domingo, 27 de dezembro de 2015

NÃO EXIXTE SISTEMA SE RISCO OU MESMO IMPOLUTOS


“Com freqüência, a discussão pública do problema ambiental caracteriza-se mais pela emoção do que pela razão. Grande parte dela se desenvolve como se o ponto crucial fosse poluição e não poluição, como se fosse desejável e possível ter um mundo impoluto. Evidentemente isto é um absurdo. Ninguem que pense seriamente sobre o assunto considera a poluição zero como estado de coisas desejável e possível” (Milton Friedman). Assim tambem não é desejável e possível um ambiente intocável